Leis alimentares bíblicas no livro 1001...

POR Valdir Almeida 17/10/2014

“Recentemente, adquiri um livro extraordinário intitulado 1001 Ideias que Mudaram Nossa Forma de Pensar.

“Recentemente, adquiri um livro extraordinário intitulado 1001 Ideias que Mudaram Nossa Forma de Pensar. Ele faz parte de uma série bastante popular que inclui livros como 1001 Músicas Para Ouvir Antes de Morrer1001 Livros Para Ler Antes de Morrer1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer. 1001 Ideias apresenta inúmeros temas bíblicos e religiosos, mas dois são particularmente interessantes para este blog: ‘O grande conflito’ (Ellen G. White) e ‘Leis alimentares’ (Moisés). Outro texto muito interessante trata da ‘Apologética cristã moderna’ e menciona Alvin Plantinga como ‘o maior filósofo vivo’” (Matheus Cardoso).
Extraído do livro 1001 Ideias que Mudaram Nossa Forma de Pensar:
“c. 1250 a.C. [uma datação mais apropriada seria c. 1450 a.C.], Leis alimentares
(Moisés): orientações religiosas para o preparo e consumo de alimentos
“Leis alimentares restringindo o preparo e o consumo de determinados alimentos marcaram várias tradições religiosas. Na tradição judaica, mandamentos transmitidos por Deus pelos profetas referentes a uma dieta adequada (especialmente os mandamentos dados a Moisés no Monte Sinai durante o século XIII a.C.) consistem num elemento central dos ensinamentos da Torá. Partindo da tradição judaica de textos religiosos, as tradições cristã e muçulmana também incluem regras alimentares que regulam o que os crentes podem consumir, assim como o preparo adequado.
“Na tradição judaica, as leis alimentares são chamadas de kashrut, e a comida preparada seguindo essas orientações é chamada de kosher. Regras alimentares nos ensinamentos judaicos, cristãos e muçulmanos incluem tanto questões que dizem respeito à higiene no preparo da comida quanto a proibições completas de alguns alimentos. Comidas proibidas costumam incluir ‘animais impuros’, normalmente porcos, alguns frutos do mar e animais mortos (que não foram mortos especificamente para consumo). Nas tradições judaica e muçulmana existem orientações adicionais às leis definidas nos textos religiosos.
“Leis alimentares também aparecem em tradições religiosas orientais. O hinduísmo defende uma dieta vegetariana, visto que vacas são consideradas sagradas. O vegetarianismo também consta no jainismo, devido ao princípio central de não violência. [Em textos como Gênesis 1:29, 30, a Bíblia também apresenta a alimentação vegetariana como o propósito original e ideal de Deus para o ser humano.]
“A justificação de leis alimentares liga práticas religiosas de fé a descobertas modernas sobre saúde alimentar. Analistas modernos descrevem várias relações entre a salubridade do consumo alimentar e os alimentos específicos restringidos por tais leis.”

Robert Arp (ed.), 1001 Ideias que Mudaram Nossa Forma de Pensar (Rio de Janeiro: Sextante, 2014), p. 122. O artigo foi escrito por Timothy Dale, professor auxiliar de ciência política na Universidade de Wisconsin-La Crosse. Leciona na área de filosofia política, e seus interesses de pesquisa incluem teoria democrática, mensagens políticas na cultura popular e ensino e aprendizado. Foi co-organizador de Homer Simpson Marches on Washington: Dissent in American Popular Culture (2010) e coautor de Political Thinking, Political Theory, and Civil Society (2009) e da coletânea Homer Simpson Ponder Politics: Popular Culture as Political Theory (2013).